"Eu sou supremo. Sou o Cristo negro. O que não crê, nem ama - o que só sabe O mistério tornado carne.
Há um orgulho atro que mediz Que sou Deus inconscienciando-me Para humano; sou mais real que o mundo. (...) Sou a Consciência em ódio ao inconsciente, Sou um símbolo incarnado em dor e ódio, Pedaço de alma possível Deus Arremessado para o mundo Com saudade pávida da pátria (...) Sou o Cristo negro, Pregado na cruz ígnea de mim mesmo. Sou o saber que ignora, Sou a insónia da dor e do pensar..." ("Primeiro Fausto" - Fernando Pessoa) |